texto escrito pela fisioterapeuta Janaína Silveira sobre síndrome da fragilidade

Síndrome da Fragilidade

A Síndrome da Fragilidade (SF) tem sido utilizada por profissionais da gerontologia para indicar a condição das pessoas idosas que apresentam alto índice de comorbidades e redução das reservas fisiológicas, acarretando alto risco para quedas, hospitalização, incapacidade e institucionalização, tendo um impacto negativamente sobre vários aspectos funcionais. Vale ressaltar que a SF apresenta diversos fatores de risco ao longo do percurso de vida do indivíduo, estes que se sobrepõem a outras condições do envelhecimento, repercutindo de modo negativo na vida dos idosos e de seus familiares.

Diversos estudos demonstram situações que predispõe o indivíduo a Síndrome da Fragilidade, entre elas pode citar: idade avançada, sexo feminino, desnutrição, sedentarismo, acumulo de doenças crônicas, baixo poder financeiro e baixa escolaridade. Porém por ser de natureza multifatorial, a Síndrome da fragilidade não se apresenta sempre da mesma forma em todos os idosos, há um conjunto de variáveis clínicas normalmente presentes, são elas: perda de peso não intencional, aumento da fadiga, diminuição da força, diminuição da velocidade da marcha e déficit cognitivo. Já é constatado que há associação entre os níveis de Fragilidade e o risco de quedas/fraturas, institucionalização e morte.

Nesse contexto a Fisioterapia entra com um papel muito importante, avaliar e constatar a presença dessa Síndrome da Fragilidade, e a partir disso traçar seu tratamento com objetivo de minimizar os impactos negativos à saúde, melhorando as condições físicas funcionais do paciente. Proporcionando uma melhor qualidade de vida, bem como a redução de institucionalização, hospitalização e taxas de morbimortalidade, priorizando o envelhecimento ativo e saudável.

Janaína Silveira
Fisioterapeuta – CREFITO 252.714 – F